*ATAQUE & DEFESA ASTRAL*

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. :Heren Fey: .
Capítulo I - Dos Fundamentos Invisíveis do Combate
Olá bruxedo, hoje irei falar sobre o que caracteriza um ataque astral e em como efetuar uma proteção de funcional.
"A Luz Astral é o grande agente mágico que os antigos chamavam de Dragão, de Azoth e de Arquivo da Natureza."
I. Do Dogma Comum - O Primeiro Pacto da Luz Astral
Toda operação de Magia, seja ela de ataque ou de defesa, repousa, antes de qualquer gesto ou palavra, sobre um dogma. Eis o axioma que os profanos ignoram e que os Iniciados conhecem: para que dois seres possam se encontrar e se ferir no plano invisível, é necessário que ambos habitem, ainda que por um instante, o mesmo mundo.
Chamamos este mundo de Luz Astral, o grande espelho da imaginação universal, o oceano etéreo onde flutuam as formas e as vontades.
Se o atacante crê na existência deste plano, e se o atacado crê igualmente, ainda que pelo temor, estabelece-se entre eles o que os antigos Magos chamavam de _cadeia simpática_, é uma ponte fluídica, sem esta ponte, o dardo lançado cai no vazio.
Por isso, o cético absoluto é, à sua maneira, um mago que se ignora. Ao negar com toda a força de sua razão material o império do invisível, ele se cerca de uma couraça de chumbo, opaca à Luz Astral. Sua incredulidade é uma negação que dissolve o fantasma. O feitiço, não encontrando morada em sua alma, retorna ao seu ponto de partida, segundo a lei imutável do círculo. É o que o vulgo chama de "não pegar", e que a Alta Ciência explica como a ausência de receptividade.
O primeiro segredo, portanto, da defesa, é a fortaleza da Razão. E o primeiro segredo do ataque, é encontrar a fissura da crença.
II. Da Hierarquia e do Prestígio - A Força do Verbo que se Impõe
No Santuário da Magia, todo poder é hierárquico. A Luz Astral, sendo essencialmente magnética, obedece ao mais forte, ao mais fixo, ao mais luminoso.
Observai a segunda faceta, que é de ordem moral e magnética.
Quando aquele que deve ser atingido vê em seu adversário um Superior - seja pela idade, que sugere experiência nos Mistérios; seja pelo tempo de estrada, que confere a autoridade do Adepto; seja pela fama de seu saber - ele, por este ato de reconhecimento, abdica de uma parte de seu próprio império interior. Ele se faz, por si mesmo, inferior. E o inferior, no Astral, é passivo. Ele se abre como a cera sob o selo.
O olhar do Superior fascina. Seu verbo é um decreto.
Inversamente, opera-se o prodígio da defesa quando o espírito atacado recusa, em sua consciência profunda, toda superioridade ao seu agressor. Se ele o vê como um igual, ou como um charlatão menor, sua vontade se mantém ereta, como uma espada. A Luz Astral, que é o espelho da vontade, reflete então a imagem de um muro e não a de uma porta aberta. O dardo não penetra o aço de uma alma que se crê soberana de si mesma.
Aprendei, pois: atacar é fazer-se crer Grande; defender-se é permanecer Inabalável na consciência de sua própria realeza interior.
III. Da Corrente e da Força Coletiva - A Egrégora
Chegamos à terceira faceta, a mais temível e a mais oculta, que é a da Corrente.
Nenhum homem opera sozinho no Astral. Todo operador arrasta consigo uma atmosfera, uma comitiva invisível formada por aqueles que creem nele, que o temem, que o admiram ou que o seguem. Esta atmosfera é o que os Rosa-Cruzes chamavam de Egrégora, um ser coletivo, nascido da união de muitas vontades voltadas a um mesmo centro.
Quando o magista que ataca é sustentado por amigos, adeptos, parceiros ou simples simpatizantes que validam e alimentam, por sua fé, sua capacidade de fazer o mal ou o bem, ele não lança mais um único dardo, mas uma saraivada. Cada pensamento alheio que diz "ele pode", é um sopro a mais na chama de sua fornalha astral. O atacado sente então não um homem, mas uma multidão invisível a pressionar seu peito. Sua crença vacila, não pela força do inimigo, mas pelo peso do número.
Aqui reside o grande segredo da Defesa Soberana, o arcano do sábio.
Para se defender desta corrente, não basta negar o atacante; é preciso dissolver a corrente que o sustenta. E isso se faz pela Retidão da Vontade.
Aquele que se defende deve se recolher no santuário de sua própria certeza e afirmar, com a calma imperturbável do Adepto: _Non potest_ - Ele não pode. Esta afirmação, se for absoluta, sem medo e sem cólera, corta o fio que une o atacante à sua egrégora. O gigante, privado de sua base, torna-se um pigmeu. A luz emprestada se apaga e resta apenas um homem só, impotente diante de uma Vontade justa e reta.
Tal é a Tríplice Chave do primeiro grau do Combate Invisível: o Dogma comum que cria o campo de batalha, a Hierarquia que decide a posição dos exércitos, e a Corrente que fornece a munição.
Quem compreender estas três leis, já não teme os malefícios, pois sabe que todo ataque real começa dentro de si mesmo, pelo consentimento.
_Fim do Capítulo I_
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