Ataque & Defesa Astral
نشر بتاريخ 2026-09-01 01:17:26
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. :Heren Fey: .
*Capítulo II - Do Terror Magnético e do Domínio dos Fluidos*
"O Astral é o espelho mágico onde o pensamento se faz imagem e a imagem se faz corpo. Quem domina o terror, domina o espelho."
"A força mágica é o poder da imaginação guiada pela vontade, acumulada e projetada."
Preâmbulo - A Continuação da Obra
No capítulo precedente, tratamos das três primeiras chaves do Combate Invisível: o Dogma que cria o campo, a Hierarquia que define o vencedor e a Corrente que alimenta a arma. Agora, avançamos para o grau prático, onde a vontade deixa de ser apenas crença e se torna Força projetada. Se o primeiro capítulo era do Ar, este segundo é do Fogo e da Água - do fluido elétrico que ataca e do fluido magnético que protege.
IV. Do Fantasma do Medo - A Ruptura da Aura
A quarta faceta do ataque bem sucedido é a mais antiga arte dos sacerdotes de todos os templos: a arte de impor o terror.
O atacante vulgar crê que sua força está no símbolo que traça, no nome que evoca ou na vela que acende. O Adepto sabe que tudo isso é apenas teatro para uma única finalidade: instaurar o Medo no coração do paciente.
O medo, ensina a Tradição, é uma fratura no Campo Áurico. A aura do homem sereno é como uma esfera de cristal, lisa e fechada. Nenhuma larva, nenhum fluido nocivo pode ali penetrar, pois não encontra por onde entrar. Mas quando o magista, por palavras, por ameaças veladas, por profecias de desgraça - "olha o que vai te acontecer", "teu caminho vai fechar", "tu vais adoecer" - consegue plantar a Angústia, ele não ataca a alma, ele faz com que a alma ataque a si mesma.
O fluido astral, que Bardon chama de fluido magnético, contrai-se sob o império do medo. O plexo solar se fecha, a respiração se torna curta, o sangue se retira para as entranhas. Abre-se então, na região do umbigo e da nuca, aquilo que os clarividentes veem como uma fenda escura, uma ruptura.
É por esta fenda que o veneno entra. Não é o feitiço que adoece, é a própria força vital da vítima, envenenada pela sua imaginação, que se volta contra seu corpo. É a auto-obsessão.
E aqui se revela o grande arcano da Defesa Soberana, o escudo impenetrável dos Sábios: a Indiferença Ativa.
A defesa não consiste em contra-atacar com mais terror, pois isso seria aceitar o mesmo plano de batalha e alimentar a mesma corrente. A defesa consiste em desvalidar. É olhar para a ameaça como se olha para o latido de um cão acorrentado. É dizer em seu santuário interior, sem cólera, sem deboche, mas com a fria serenidade do espírito: "Isto é um blefe. Isto não tem poder sobre o meu ser".
O Mestre Bardon chamaria isso de domínio do elemento Ar em si mesmo, o controle absoluto do pensamento. Quando a aura do defensor permanece serena, sem dar ao ataque a importância que ele exige para existir, a ruptura não se forma. O fluido nocivo, não encontrando morada, vagabundeia no Astral e, pela lei do retorno, volta a assombrar seu próprio criador. É a couraça do Justo.
Quem não alimenta o fantasma, mata o fantasma de inanição.
V. Do Domínio Real e da Auto-Obsessão - O Laboratório Interior
Chegamos ao quinto ponto, que separa o bruxo imaginário do magista verdadeiro, e que explica por que a maioria dos ataques falha.
Até o ponto quarto, o homem poderia adoecer sozinho. Basta baixar a guarda, alimentar o medo noite e dia, ruminar a ameaça, e ele se tornará seu próprio algoz. É a obsessão passiva. Muitos que se creem atacados não o são por ninguém, senão por si mesmos. São prisioneiros de seu próprio laboratório interior desregulado.
Mas no quinto grau, entramos no domínio da Magia Real. Aqui, o atacante não depende mais da fraqueza alheia; ele possui, ainda que em grau mínimo, o domínio das forças que evoca.
Que significa este domínio? Não é gritar nomes bárbaros. Segundo a Santa Ciência de Bardon, significa três coisas:
*1. O Acúmulo:* O magista aprendeu a acumular o fluido vital, seja pela respiração consciente, pela fixação da imaginação, ou pela condensação do elemento que deseja projetar. Sua vontade não é mais um desejo vago, é uma bateria carregada.
*2. A Impregnação:* Ele sabe dar forma a esta força. Pela imaginação plástica, ele cria o elementar, a imagem viva do seu intento, e a impregna com seu propósito. É o que Levi chamava de "criar um fantasma na Luz Astral".
*3. A Projeção:* Ele sabe lançar esta forma através do Akasha, o Éter espiritual que tudo penetra, em direção ao alvo. E isto só é possível se nele houver um equilíbrio elemental mínimo. Um homem colérico em desequilíbrio não projeta, ele apenas se esgota.
Em contrapartida, eis a chave da defesa no mesmo grau: a defesa mágica não exige, necessariamente, que o defensor seja um grande mago.
Existem dois tipos de defesa superior. A primeira é a do Iniciado, que possui as mesmas chaves de acúmulo, impregnação e projeção, mas as usa para construir em torno de si uma muralha de Luz, um círculo de fogo elemental que dissolve todo projétil. Ele responde à Luz com mais Luz.
A segunda, mais rara e mais sublime, é a do Puro. Este, mesmo sem técnica, possui por sua virtude, por sua retidão de vida e por seu equilíbrio interior, uma densidade áurica tão grande que as flechas se quebram antes de tocá-lo. Seu laboratório interior é tão limpo, tão harmonizado nos quatro elementos, que nada de impuro pode ali fermentar. Ele não precisa saber se defender, pois sua própria existência é uma defesa.
Lembrai-vos, pois, da máxima que encerra este capítulo e que deve ser gravada no frontão de vosso laboratório interior:
> Todo homem e toda mulher é um laboratório. Aquele que permite que o medo entre em seu athanor, transmuta ouro em chumbo e adoece. Aquele que mantém o fogo de sua vontade puro e sereno, transmuta chumbo em ouro e nada pode feri-lo.
A Magia não está no gesto do outro. Está na química da vossa própria alma.
_Fim do Capítulo II_
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